Filho de mãe solteira e dependente química, Juarez e seus irmãos (sete foram os que ele chegou a conhecer, mas sua mãe teve mais outros 15 que faleceram quando eram bebês) ainda crianças eram deixados na Casa da Criança, no Centro de Petrolina.

A Ir Dourado era tesoureira do colégio Nossa Senhora Auxiliadora iniciou o trabalho com crianças e adolescentes de rua catequizando-os e providenciando alimentos para os mesmos e Juarez foi um desses primeiro meninos atendidos pela Irmã em 1978.

A partir desse dia, todas as segundas-feiras, que era quando a feira livre do bairro Atrás da Banca era realizada, a Irmã reunia meninos que queriam ouvir seus ensinamentos.

Nos dias atuais ao falar de Irmã Dourado, Juarez se mostra com uma espécie de saudosismo e gratidão. De fato, o contato com a Irmã, transformou a trajetória do pequeno Juarez.

Na década de 1980, foi doado à Irmã um terreno, numa área até então pouco habitada de Petrolina. Nesse espaço, Irmã Dourado construiu duas salas, e hoje quase 40 anos depois, o PETRAPE conta com uma grande estrutura provida de quadra poliesportiva, refeitório, quartos para os internos e área de convivência e Juarez seguiu durante todos esses anos na missão de proteger e cuidar de crianças e adolescentes, trabalhou como educador e atualmente é o vice presidente e coordenador dos educadores da instituição.

Juarez atualmente.